25/03/2007

só para constar

E quando volto para casa parece que tudo muda. As cores, formas e proporções parecem totalmente diferentes das quais convivi durante dezenove anos da minha vida. A cidade é mais bonita. Mas o que mais muda mesmo são as pessoas, não sei se pelo pouco tempo que passaremos juntos antes de eu voltar para minha cidade atual ou por saudade, mas tudo é diferente nelas.

Na falta das pessoas parece que nos apegamos apenas às coisas boas que estas nos trouxeram. Que bom que todo dia fosse assim. Que bom seria mesmo.

Só não me tente convencer que você dá valor à elas sem nunca ter ficado afastado delas. Esse é o único método para saber o quanto se gosta, acredito.

Posted by zeh at 07:53:19 | Permanent Link | Comments (0) |

08/02/2007

uma nova espécie


 Era uma camionete velha dessas bandeirante; não fosse abrasileirada chamaria Land Cruiser, mas isso não vem ao caso. Uns dez homens sendo levados para a cidadezinha próxima, algo em torno de quinze quilômetros. Eis que paro para dar um recado ao condutor como assim me foi pedido e cumprimento-o logo depois cumprimentando os dois outros trabalhadores que na cabine estavam. Um senhor de cor e um rapaz da cara rosada me olham com muito respeito. Um tipo desconfortável de respeito, pois era eu o filho do ‘patrão’ nesse contexto. O velho homem me estende a mão dizendo “me desculpe a sujeira das minha mãos”. Eu nem liguei pois as minha não estavam lá tão limpas também; acabara de atolar o carro uns metros atrás. Honra para mim pegar nas mãos do homem que trabalha nesse Sol escaldante doze horas ao dia em busca do seu sustento. Milhares de homens como tal pelo país queimando sua pele com uma enxada dia após dia e eu sentindo-me um semi bon-vivant perante ele. Não que eu não dê valor ao trabalho intelectual, em que se desgasta a psicológico muito mais que o físico mas sei que aquele indivíduo não pôde optar entre essas duas modalidades.

 

Aqui então temos esse senhor. Trabalha roçando diariamente, volta para a casa procurando sono e repouso e vai à igreja aos domingos. Vou pedir o messenger dele para trocar algumas idéias qualquer dia. Quem sabe pergunto o que ele pensa à respeito da situação Brasil - EUA- Chávez . Ou quem sabe recomendo à ele alguma banda inglesa com novas tendências sonoras.

 

Mas aí que há um problema! O velho homem mal sabe escrever meu deus! Quem sabe até faça algum cálculo para ver o quanto recebeu pelo dia de trabalho. E sim. Milhares, milhões como ele; bilhões se a escala for global. Nós privilegiados pelo acesso à informação continuamos aqui descobrindo e utilizando tecnologias diferentes a cada dia. Ele, pensando se o dinheiro que conseguir será suficiente para a ‘compra do mês’, como os peões dizem. Pena que nem todos os que são excluídos tomam o caminho honesto da coisa.

 

Frente a esse abismo que separa dois indivíduos pergunto-me se não seria adequado a criação de uma nova espécie descendente do homo sapiens. Sim ! Seria uma justificativa plausível para nossa péssima distribuição de renda, para a violência, para a fome, para a ignorância, para o efeito estufa e um infinidade de outros males em que se pode culpar o próprio homem, não ?! Claro que sim! Que tal nomearmos espécie B ? Culpemos a espécie B então, oras! Posso ver escrito nas manchetes “Indivíduo da espécie B estupra e mata mulher”; logo em seguida “Ora temos que dar um jeito nesses animais”. Simples não ? Você poderia até comprar uns indivíduos da espécie B e forçá-los à trabalhar, ou quem sabe colocá-los numa arena contra indivíduos da espécie A armados – pão e circo !

 

Bom, só falta descobrir quem vamos subornar para fazer algumas alteraçõezinhas no darwinismo, já que “indivíduos da mesma espécie podem se reproduzir e gerar descendentes férteis”.

Posted by zeh at 12:47:44 | Permanent Link | Comments (0) |

04/02/2007

lugar comum

Aquele do "no meu tempo", sabe ?

Ainda imaginando o que direi quando soltar essa frase, daqui uns bons anos. Provavelmente algo do tipo "sou da época do 386, do snes", "da época da massificação da música ruim", "da época do aquecimento global causar preocupação", "da época que a futura falta de água e petróleo assustavam os cidadãos de bem desse meu brasil", "da época que ainda se utilizavam livros e não internet para buscar informação". Informação. Ela que apressa nossas vidas então. Ou o excesso dela? É algo bom cobrando seus dividendos, acho.

Apenas mais um velho saudosista e desinformado vagando para algum lugar; o destino da maioria de nós, correto?

 


 

 


Posted by zeh at 12:26:26 | Permanent Link | Comments (0) |

03/10/2006

Aderi à causa separatista. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem ser desanexados do Brasil e formaremos uma nova nação.

Esqueçam o fome zero, o PCC, a caatinga, o Rio e as baianas. Nosso IDH irá elevar à estratosfera. São Paulo, Minas e Goiás que se virem para cuidar do resto do país (leia-se Nordeste). Sei lá. Se virem. Vendam a Amazônia.

Chega de carregá-los em nossas costas. E fiquem com o Sr. Luís Inácio para vocês.

 

Adeus.
 

Posted by zeh at 22:25:58 | Permanent Link | Comments (1) |

30/09/2006

damn, I´m back !

Eu tinha certeza que o blog tinha sido deletado 
mas não foi. (cheers!)
 
Mas ok, fico feliz. Há coisas importantes aqui, ok Srta. Gabriela ?
Posted by zeh at 02:49:32 | Permanent Link | Comments (1) |

15/06/2005

* * *

"Curiosa a História, não? Muitos medíocres foram imortalizados, e muitos gênios foram relegados ao esquecimentos. Imagino que para cada Leonardo da Vinci, uns dez gênios foram esquecidos porque não conseguiram sucesso em departamentos que vão além de sua própria arte.

Misteriosa a História, não? Quantos fatos foram narrados em versões diferentes, conflitantes entre si, mas muitas vezes um fato mais improvável foi oficializado. A via crucis cristã, por exemplo, tem versões de diferentes apóstolos, mas algumas foram aceitas, outras esquecidas, sendo que convém lembrar que a própria via crucis pode sequer existido.

Manipulável a História, não? Quantos interesses foram contrariados ou protegidos através da forma como ela nos é ensinada? Por causa disso, é bom não confiar demais nos que aprendemos. Por isso estamos sempre questionando as coisas, sempre procurando nos convencer dos fatos para que saibamos o quanto podemos arriscar pelo que estamos acreditando. "

retirado de : http://www.buddydelirium.blogger.com.br/index.html

Posted by zeh at 01:11:10 | Permanent Link | Comments (2) |

24/04/2005

Iraq =D

 

( still safer here than at Michael Jackson´s )
Posted by zeh at 05:16:45 | Permanent Link | Comments (2) |

14/04/2005

Um ponto de vista diferente sobre a vida ?
Como se usa isso ?
Num vejo a razão de não poder enxergar as coisas como a maioria, talvez eu complique um pouco, mas é tão natural.
Queria ser imbecil. Queria ser idiota. Nada contra ninguém...
Dessa forma seria mais fácil tirar uma risada de uma imbecilidade e alegrar meu dia.
Devia ser mais simples. Não é.
Para eles é tâo simples. Eles se já questionaram sobre a vida alguma vez ?!
Talvez nâo. Quem sabe, foram mais rápidos para achar as respostas.
Onde estão as respostas ?
Religião ? Não custa experimentar.
E se num estiver lá ?
Para onde vou recorrer ? Psiquiatria ?
Devia ser imbecil, materialista, falso, interesseiro, mesquinho e algo mais.
Um conceito de felicidade mais simples, talvez, se projetaria no meu subconsciente.
Queria ser idiota como penso que alguns são.
Queria ter aprendido menos sobre essa tal vida.
Enfim, hoje não foi um dia legal.
Mas se você vier eu te espero com um sorriso, porque vc num tem culpa nenhuma nessa porcaria toda.
Você vem ?
Posted by zeh at 04:17:29 | Permanent Link | Comments (3) |

11/04/2005

* * *

"As maiores vitórias acontecem nos piores dias"
 
Posted by zeh at 02:34:50 | Permanent Link | Comments (1) |

03/04/2005

* * *

 
 
Posted by zeh at 00:13:06 | Permanent Link | Comments (0) |